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Friday, July 04, 2008

93ª questão - Brand or not brand? This is the question

Interessante o conceito da loja japonesa Muji. Seu nome vem das letras em japonês para algo que pode ser traduzido como "sem marca". Ela é famosa pela simplicidade e bom design, passando por roupas, mobiliário, eletrônicos, etc... Tudo vendido sem nenhuma marca ou etiqueta. Conceito paradoxal, afinal a marca Muji é uma marca com posicionamento de não-marca? Lembrou-me a mesma questão sobre capa do livro No Logo da Naomi Klein...

Tuesday, March 18, 2008

73ª questão - Como fazer compras no futuro?

No YouTube existem diversos vídeos sobre esse tema. Alguns meramente exercícios de futurologia, outros com idéias bem interessantes. O que realmente importa é tentar entender e levantar algumas questões como: O que está por trás dessa tendência? Qual a rede de significados que o ato de fazer compras possui? Será que é apenas uma troca comercial entre um produto e um valor monetário?

Entendendo melhor questões como essas, torna-se mais fácil prever o comportamento e motivações dos consumidores. Fator esse que pode ser decisivo no sucesso ou não de uma estratégia de marketing.

72ª questão - Como será a loja do futuro?

Este vídeo é da Meta Group idealizando sua idéia de supermercado do futuro. Futuro esse já não tão distante assim, pois quem faz compras no Pão de Açúcar do Shopping Iguatemi tem uma experência bem similar a isso.

Friday, November 16, 2007

47ª questão - Qual o significado de fazer compras?

Aproveitando o post anterior sobre crianças e supermercados, descobri outra atividade interessante para fazer além de fotografar gôndolas. Agora eu tenho a mania de filmar pessoas durante seus momentos de compra. Abaixo filmei uma criança (com sua autorização) quando ela estava na gôndola de sopas.



A princípio foi uma forma de observar como as pessoas reagiam com as embalagens. Pude analisar quais embalagens chamavam mais a atenção, se os consumidores a tocavam, quanto tempo elas demoravam para achar o produto que queriam, além de outras informações interessantes.

Após as aulas que tive sobre Shoppology minha percepção e entendimento do ambiente de ponto de venda aumentaram bastante. Hoje em dia além das embalagens, procuro prestar bastante atenção na experiência de compra oferecida para as pessoas. O ponto fundamental para um melhor resultado é fazer a lógica do PDV ser a lógica do consumidor. É isso que vai fazer com que as pessoas se identifiquem ou não com determinada loja, supermercado ou shopping.

Para quem um dia, sofreu como eu nos hipermercados dos anos 80, fazer compras no Pão de Açúcar do Shopping Iguatemi é uma verdadeira redenção. Muda completamente o significado do que é fazer compras. O que antes era considerado uma obrigação, pode ser transformado num momento de prazer que usufruímos para nossa gratificação. Ainda assim, devo confessar que não troco ir no cinema pelo supermercado. Talvez o mesmo não ser dito sobre as crianças de hoje que já encaram o supermercado como um lugar lúdico. Um dos desafios mais interessantes é tentar entender o impacto disso no comportamento futuro delas.

Só por curiosidade, também filmei um adulto no momento de compra na sessão de sopas.

46ª questão - O que fotos de gôndola tem a ver com design?


Confesso que ir no supermercado nunca foi meu programa favorito. Aliás muito longe disso. Fica fácil de entender o motivo, quando lembramos da experiência de fazer compras antigamente. Ainda guardo lembranças da minha infância onde eu tinha de acompanhar meus pais nas famigeradas compras do mês. Como os índices de inflação eram altissímos, todas famílias estocavam os produtos antes que subissem os preços, causando enormes filas nos caixas. Apesar da minha mãe ser psicóloga, tarefas que estimulassem a autonomia e minha noção como consumidor não eram incentivadas. Dessa forma, em vez de eu poder escolher produtos essenciais como bolachas e sorvetes, me restavam tarefas menos nobres como empurrar o carrinho e colocar tudo rapidamente dentro dos pacotes após o caixa.

Ironicamente hoje em dia meu trabalho exige passar bastante tempo dentro de supermercados. Não me tornei empacotador, mas quase isso. Afinal minha função essencial é proteger e tornar mais fácil o transporte dos produtos para as pessoas. Trabalho em uma agência com grande expertise em design de embalagens, atuando na área de planejamento e novos negócios.
Com isso vivo em supermercados tirando fotos de gôndolas. Tenho fotos de diversas categorias passando por alimentos até materiais de construção. Sempre que encontro alguma embalagem nova ou algo diferente, procuro registrar para ter de referência. Isso é fundamental para análise das diversas variáveis que devemos levar em conta no desenvolvimento de um projeto. Devem ser observadas questões como impacto frente aos concorrentes, padrões da categoria, iluminação e exposição na gôndola, atratividade para os consumidores, etc...

Apesar de muita coisa ter mudado de uns anos para cá, as crianças de hoje em dia ainda continuam empurrando os carrinhos e empacotando as compras. A diferença é que ganharam um grande poder de decisão e ainda por cima negociam quantos chocolates valem seu “trabalho”.

Thursday, June 14, 2007

20ª questão - Você acha que é mais pobre de tempo ou de dinheiro?

Essa foi uma das perguntas feitas por Paco Underhill em sua palestra realizada ontem na ESPM. Após alguns instantes deixando a platéia pensar sobre o assunto, ele mesmo deu a resposta: tempo. Acredito que assim como eu, a grande maioria dos presentes também pensou na mesma resposta.

Para quem não conhece, Paco Underhill é um dos mais respeitados consultores da área de varejo. Geralmente é intitulado como geógrafo urbano e antropólogo do varejo, sendo considerado o fundador da ciência de compras. Está de visita no Brasil, onde possui uma filial de sua empresa Envirosell e presta
consultoria para grandes redes de varejo como o Pão de Açúcar.

Sua palestra teve um tom bastante questionador com frequentes perguntas como: Com quem você está comunicando? Quem está olhando para onde? E para onde ele enxerga? O que faz uma mulher entrar em uma loja? O que é global e o que é local?

Apresentou diversas tendências de consumo, muitas delas podem ser vistas com detalhes no site Trendwatching, dando um panorama global sobre novos padrões de comportamento e consumo. Um de seus ensinamentos foi de sempre procurar refletir os hábitos de nossos consumidores. Duas mudanças me chamaram a atenção, uma é a queda do uso de carrinhos de supermercados. A outra é que 10% a 15% das pessoas saem dos supermercados sem comprar nada. Isso acontece porque não encontraram algum item essencial de sua lista de compras. Preferem sair sem nada e comprar toda sua lista onde possam encontrar todos produtos que necessitam.

O Japão possui um lugar de destaque nesse cenário. O que não falta são exemplos inovadores: lojas em Harajuku, onde roupas usadas disputam o gosto dos adolescente com marcas como a Diesel;
a Three Minutes Happiness com o conceito de vender apenas amostras de produtos e a Ranking Ranqueen que já filtra os itens mais vendidos de algumas categorias, facilitando a vida dos consumidores.

Um dos melhores momentos, foi uma analogia com vitrines que serve
quando um cliente nos pede para colocar mais elementos no layout ou aumentar o logo. "Os lojistas finalmente começaram a perceber que se dois letreiros é bom, não quer dizer que vinte e sete terão melhor resultado. Em outras palavras, bastam duas aspirinas para curar uma dor de cabeça. Vinte e sete não te transformarão no Homem-Aranha. A resposta é trabalhar com menos vitrines e melhor exposição."

Espero que esse post tenha trazido alguma informação útil e relevante para quem leu. Afinal, se aqui eu não falo como ganhar dinheiro, pelo menos espero conseguir tornar mais rico o tempo de vocês.