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Saturday, September 12, 2009

151ª questão - O que você se lembra de 8 anos atrás?

Há 8 anos atrás presenciamos os ataques terroristas em NYC. Ainda hoje, muitas pessoas se lembram exatamente onde estavam e o que sentiram quando viram as cenas pela TV. Nessa época eu trabalhava na Lowe. Lembro muito bem quando um redator viu na internet, e comentou sobre um avião que bateu em uma das torres gêmeas. Ninguém deu atenção. Afinal pensávamos que era apenas um mero acidente. Só nos demos conta da gravidade da situação, quando alguns minutos depois, soubemos que mais um avião bateu na outra torre. A partir dai, ninguém mais conseguiu trabalhar direito. A hora do almoço foi na frente dos telejornais a procura de informações. Tentando entender, ao menos um pouco, o que estava acontecendo.

Na época, diversos artigos relataram a mudança de modelos mentais resultantes desse evento. Sem dúvida, o impacto foi imenso na construção de nossa visão de mundo. Muito se questionou sobre as decisões políticas dos EUA ao longo da história. Por exemplo, como no vídeo abaixo do chileno Ken Loach. Foi desenvolvido para um projeto onde 11 diretores foram convidados a fazer um filme sobre o ataque as torres gêmeas.


Friday, May 01, 2009

135ª questão - De bobeira no feriado?

Se você está sem idéia do que fazer no feriado, dê uma passada no guia Total Sao Paulo e veja sugestões para sair um pouco da frente do computador. Para quem gosta de design, vale a pena comprar o livro por conta do seu visual.

Sunday, March 29, 2009

133ª questão - Como se comunicar com os homens sensíveis?

Quando morei no Japão há uns 10 anos atrás, percebi diversas diferenças culturais em relação a sociedade brasileira. Uma das mais evidentes é a submissão das mulheres em relação aos homens. Isso torna ainda mais curioso essa apresentação da FIVE BY FIFTY sobre o´Novo homem japonês´.

Monday, March 16, 2009

131ª questão - Como uma banda com melodias não convencionais e clima depressivo e triste pode fazer sucesso?

Falta menos de 7 dias para o show do Radiohead em São Paulo. Desde dezembro já estava com meu ingresso em mãos, apenas aguardando o dia do show. Confesso que meu primeiro contato com o Radiohead, foi através do comercial da AACD para Síndrome de Down com 'Fake plastic tree' como trilha sonora.


Depois disso passei a pesquisar todos seus CDs e fiquei alucinado (como todo fã do Radiohead que se preze) com o lançamento de 'Ok Computer'. Cada novo CD lançado era sinômino de mais músicas para baixar em MP3. Mesmo com suas melodias e sonoridades não convencionais e algumas vezes, até mesmo difíceis de 'digerir' em um primeiro momento. Para quem gosta de coisas que saiam um pouco do óbvio e fórmulas prontas, sem dúvida é uma excelente pedida.

Friday, February 06, 2009

128ª questão - Do you refresh the world?



"Every generation refresh the world."


Não importa qual geração você faça parte: Boomers, Tweens, Millenialls, Gen Y, Generation G, etc... De uma forma ou outra, todos acreditam que mudaram ou vão mudar o mundo. Sentimento extremamente forte e inspirador. É natural que toda geração acredite ser diferente e especial da anterior, inclusive é isso que incentiva as mudanças e quebras de paradigmas.

Posso não ter entendido direito a mensagem do comercial, mas fiquei com a sensação de que fazemos as mesmas coisas do passado. Apenas deixando as coisas um pouco mais "moderninhas", ou seja, o refresh do slogan da campanha. Antigamente pichar o símbolo da paz era um sinal de protesto e luta por um ideal, hoje faz parte da estética grafite da arte na rua. Pelo menos de minha parte, não gostei das associações que fizeram entre as gerações. Existem diversos valores, mudanças de comportamento e atitudes que são mais emblemáticos para retratar o "refresh" entre as gerações. Lógico que isso do ponto de vista sociológico e antropológico. Talvez como publicitário, teria feito a mesma coisa, pois esteticamente essas situações são perfeitas para fazer o link visual entre uma geração e outra.

Esse comercial é dica do Hugo que trabalhou comigo na Pande.

Thursday, January 29, 2009

126ª questão - Is The Designers Republic dead?

Nessa última terça-feira, um dos mais admirados e copiados estúdios de design fechou suas portas. Espero que seja apenas um sintoma da necessidade, mais forte do que nunca, de se reinventar e inovar continuamente. Para estudantes de design que como eu, tiveram sempre a Designers Republic no bookmark de favoritos, sem dúvida é uma pena.
De qualquer forma, resta um pouco de otimismo. Ainda mais lendo as palavras de seu fundador Ian Anderson:
“I’m looking out the window and it’s a lovely sunny day - as it always is in Sheffield - and I think there are a lot of plus points. The Republic is dead… long live the Republic”

Thursday, December 04, 2008

117ª questão - O que uma caixa de bombons pode ensinar sobre planejamento?

O personagem Forrest Gump tornou-se um ícone pop de nossos tempos. Apesar de o filme ter sido lançado há mais de 14 anos, seu carisma e lembrança continuam bem presentes. No ano passado, a Almap criou para o VW Golf um comercial que parodiava as cenas em que o personagem decide correr sem parar.

Resolvi falar sobre Forrest Gump depois de ler no blog do David Armano, um post inteligente sobre a Expertise dos Experts. Retirei um trecho para colocar aqui no blog:

…"I've embraced Forrest Gump as one of my heroes. An expert in nothing—with expertise in several things. Someone who did more than most of us dream, because he never saw himself as an expert.
He just did things"...

Eu já admirava Forrest por diversos motivos. Afinal um cara que foi herói na Guerra do Vietnã, teve participação no caso Watergate, investiu na Apple quando ainda era desconhecida, e ainda por cima inventou o ícone Smile e a frase “Shits Happens”, sem dúvida merece todo respeito. Chegamos a conclusão de que mais vale um idiota que faz as coisas, do que um gênio de muita teoria e pouca prática. Ainda mais em tempos de tanta cobrança por resultados. Pense nisso em sua próxima apresentação. Como no filme, só tome cuidado para não correr do lado errado do gol.

Tuesday, September 30, 2008

103ª questão - Tecnologia x Música?

Adoro esses dois vídeos. São conceitualmente contrários um do outro e por isso mesmo, muito interessantes. Para quem cresceu ouvindo Kraftwerk ou a transição do Joy Division para o New Order, nada melhor do que misturar tecnologia com música e vice-versa.


Thursday, September 25, 2008

102ª questão - Quem precisa de amor?

Amy Krouse Rosenthal é autora do projeto "Beckoning of Lovely". O objetivo do projeto é mandar algo para ela que você tenha feito. Pode ser música, vídeos, arte, histórias, poemas, monólogos, o que você quiser fazer. Se for amável, ela quer.


A pouco tempo atrás, surgiu na internet o vídeo Free Hugs. Foi um tremendo sucesso, sendo visto por milhões de pessoas em todo o mundo. A idéia era bem simples. Uma pessoa com um cartaz escrito "Free Hugs" andava pelas ruas e distribuia abraços para quem quisesse. Difícil não se emocionar com esse vídeo. Quando mandei para meus amigos, muitos se sentiram como se recebessem um abraço de verdade.


Existem milhares de outros projetos com objetivos semelhantes. Nada mais natural em um mundo tão competitivo, duro e imprevisível. Antigamente tínhamos a opção de nos refugiar na religião por exemplo. Hoje em dia temos uma opção muito mais prática. Entrando no Youtube, podemos assistir e participar desses projetos. E assim vamos recuperando nossa crença na humanidade e renovando nossas esperanças no futuro. Nada contra esses projetos. Muito pelo contrário. Só acho interessante analisar o contexto para entender os motivos desses "sucessos". Free Hugs para todos!!

Sunday, September 21, 2008

100ª questão - Existem diferenças entre os nikkeis e os brasileiros quando se fala em consumo?

Aproveito o post de número 100 para falar do tema da minha monografia no curso de Pós-Graduação em Ciências do Consumo Aplicadas. Escolhi falar sobre a subcultura dos nikkeis (descendentes de japoneses), homenageando o ano do Centenário da Imigração. Abaixo reproduzo o texto de resumo da monografia em que explico sobre o objetivo do trabalho.

"Este trabalho estuda o processo histórico, iniciado há 100 anos atrás com a chegada dos primeiros imigrantes japoneses, entre a integração de dois povos tão diferentes não só fisicamente, mas principalmente culturalmente. O tema é relevante, pois em pleno ano do Centenário da Imigração Japonesa, ainda existe uma grande distância separando os descendentes de japoneses (nascidos no Brasil) em relação aos brasileiros. Os motivos e questões que levaram a essa separação serão analisados no trabalho, estudando-se principalmente o que aqui foi denominado como subcultura dos descendentes de japoneses. Dessa forma, através da abordagem cultural e antropológica do consumo, foram analisadas algumas relações de significados e estruturação social, envolvendo a formação de uma identidade que não é completamente brasileira e nem japonesa. A pesquisa sobre os imigrantes japoneses e seus descendentes, foi realizada através da leitura de diversas revistas, jornais e livros que produziram um vasto material a respeito. Foram coletados tanto relatos históricos como também dados e informações da atualidade, que serviram para a interpretação e dissertação sobre o objeto de estudo."

Aos poucos irei escrever mais trechos do trabalho, compartilhando essa pesquisa e análise que foi extremamente gratificante para mim. Inclusive já existem alguns projetos para aproveitar o conteúdo deste trabalho. Aguardem.

Saturday, September 20, 2008

98ª questão - Are you a PC?

Após os comerciais com Jerry Seinfield a Microsoft dá continuidade em sua campanha de tentar tornar a marca cool. Dessa vez, pessoas "comuns" declaram com orgulho "I´m a PC". O mais engraçado nisso, é parecer que o gigante nessa história é a Apple e não a Microsoft. Se essa estratégia vai dar certo ou não, acho bem arriscado dar um palpite.

Friday, August 08, 2008

95ª questão - Quanto custa mudar a imagem de um país?

Impressionante a abertura das Olimpíadas de Pequim. Este vídeo com a contagem regressiva dá uma amostra do show proporcionado pelos chineses. O diretor desse espetáculo foi Zhang Yimou, diretor de filmes como "Lanternas Vermelhas" e "O clã das adagas voadoras". O orçamento estimado para apresentar ao mundo a grandiosidade da China foi de US$ 100 milhões. Provavelmente um dos comerciais mais caros de toda a história.

Segundo palavras do NYT: "Any Olympic opening is a propaganda exercise, but Friday night’s blockbuster show demonstrated the broader public relations challenge facing the Communist Party as China becomes richer and more powerful. The party wants to inspire national pride within China, and bolster its own legitimacy in the process, even as leaders want to reassure the world that a rising China poses no danger."


Friday, July 04, 2008

93ª questão - Brand or not brand? This is the question

Interessante o conceito da loja japonesa Muji. Seu nome vem das letras em japonês para algo que pode ser traduzido como "sem marca". Ela é famosa pela simplicidade e bom design, passando por roupas, mobiliário, eletrônicos, etc... Tudo vendido sem nenhuma marca ou etiqueta. Conceito paradoxal, afinal a marca Muji é uma marca com posicionamento de não-marca? Lembrou-me a mesma questão sobre capa do livro No Logo da Naomi Klein...

Thursday, June 19, 2008

88ª questão - Japoneses ou brasileiros?

Hoje dia 18 de junho de 2008, é comemorado o Centenário da Imigração Japonesa. Esse tema está presente em praticamente todos veículos de comunicação. Já foi abordado em canais de TV aberta, bem como matérias em jornais, revistas e sites. Por esse motivo, conheço pessoas que não aguentam mais ouvir falar no assunto.

Como este é o tema da minha monografia, para mim está sendo ótimo ter tanto conteúdo para pesquisar e tirar informações. Meu objetivo é fazer um estudo sobre os descendentes de japoneses que residem no Brasil, trazendo evidências da formação de uma subcultura com características próprias.

Será possível afirmar que fatores como cultura ou raça tem influência no padrão de consumo? Como identificar os bens emblemáticos de formação da identidade? Enfim, existe uma infinidade de questões interessantes que podem ser abordadas dentro dessa linha. Ainda mais se considerarmos o fator cultura brasileira.
A antropóloga Célia Sakurai tem uma definição a respeito dessa influência de duas culturas distintas entre os descendentes de japoneses:
"O Brasil é um país multicultural e multiétnico, e os japoneses fazem parte desse cenário. Eles não são mais japoneses nem nunca serão. São agora a mistura do arroz e feijão com missoshiro, quibe e macarronada".

Os japoneses utilizam muito a expressão "
ganbatte kudasai". Esta significa algo como "empenhe-se", no sentido de não desistir e procurar se esforçar.
Como tenho um mês para conseguir tirar conclusões e apresentar minha análise sobre o assunto, mais do que nunca, essa expressão faz todo sentido para mim.

Wednesday, June 18, 2008

87ª questão - O que um jogo de basquete tem a ver com os mitos?


Confesso que estava torcendo para o Lakers. Depois de assistir eles vencerem o último jogo e deixar a série em 3-2, pensei que ainda havia esperança de conquistar o título de 2008.
Nesse exato momento que escrevo, falta pouco mais de 10 minutos e mais de 30 pontos de diferença. Ou seja, só um milagre para tirar o título do Boston Celtics. Um time equilibrado e com várias estrelas dividindo a responsabilidade de levar o time para a vitória. Título mais do que merecido, finalizando com chave de ouro a melhor campanha na temporada regular. Como toda conquista, esse título veio com muito suor, sacrifício e superação de vários jogadores. Muitos começam a jogar basquete na periferia, sendo uma possibilidade de ascenção social e oportunidade de vencer na vida.

O interessante nessa história toda, é analisar como diversos elementos da mitologia estão presentes. O esporte tem o poder de trazer a tona arquétipos antes presentes apenas nos mitos. Quem não se identifica com uma pessoa que passou por milhões de dificuldades, alcançando a rendenção e dando a volta por cima conquistando a vitória no final. Situações como essa, vão sempre fazer parte do imaginário coletivo, reforçando nossa eterna busca da felicidade. Como já disseram os economistas, nossa vida consiste em duas coisas: fugir do sofrimento e buscar gratificação. Se duvida, pare um pouco e pense, para que vivemos mesmo? Qual o motivo de trabalharmos tanto? Qual o sentido de tanto sacrifício?

Saturday, June 07, 2008

86ª questão - Você prefere a Hello Kitty ou o Glommy Bear?


Ao mesmo tempo que personagens fofos como a Hello Kitty fazem grande sucesso, cada vez mais personagens "anti-fofos" surgem e também conquistam milhares de fãs. Um exemplo disso é o Glommy Bear, um urso rosa que já a algum tempo conquistou os adeptos de Toy Art.

O criador desse personagem é o designer gráfico Mori Chack. A lógica por trás do Glommy Bear, e que aliás faz sentido, é acreditar que os seres humanos e os animais são incompatíveis, sendo o urso um animal selvagem por natureza. Por isso o "fofo" urso vem todo ensaguentado, com cicatrizes e muitas vezes retratado em situações violentas.

Mas será que a criação de personagens violentos pode ser considerada uma nova tendência? Na minha opinião não. Quem assistia Pica-Pau sabe que ser politicamente correto não era bem o forte dele. Minha geração cresceu com um ídolo que muitas vezes era malandro, vingativo e cruel (isso deve explicar muita coisa porque somos tão problemáticos). Engraçado pensar nesse lado sádico tão presente nos seres humanos. Não importa se você é "cool" e compra um Glommy Bear ou se é popular e lê jornais sensacionalistas. No fundo, as pessoas são muito mais parecidas do que aparentam.

Saturday, May 31, 2008

85ª questão - Você conhece Carrie Bradshaw?

Dia 6 de junho estréia aqui nos cinemas do Brasil o filme "Sex and the city". O seriado foi um enorme sucesso de público mas também foi alvo de muitas críticas. Alguns consideram estereotipados demais a forma como as mulheres foram retratadas. Outros criticam seu incentivo ao consumismo, visto que a protagonista é fanática por sapatos (principalmente Jimmy Choo).

De qualquer forma, esse seriado foi um retrato das mudanças comportamentais das mulheres. Principalmente na faixa entre 30 a 35 anos. Ouvi certa vez uma definição interessante sobre esse público. A diferença entre elas e as mulheres de 20 anos, é que as ambos podem não saber o que querem, mas as de 30 tem dinheiro para fazer o que quiserem.

Isso nos leva exatamente aos personagens do seriado. Afinal em todos episódios, o consumo serve como parte essencial das histórias. Seja na compra de sapatos ou jantares em restaurantes badalados. O que torna interessante levantar algumas reflexões. Será que Carrie Bradshaw é apenas uma consumidora compulsiva? Quais emoções são satisfeitas quando ela compra um sapato? A promessa de segurança? Estar pelo menos um pouco livre do medo, erro, negligência? O que esse ritual de adquirir bens de consumo significa?

Para quem se interessa em entender melhor o consumo dentro do ponto de vista cultural, vale a pena assistir o filme. O mínimo que pode acontecer é ter assunto no almoço com as colegas de trabalho.

Monday, April 14, 2008

79ª questão - Que tal confessar para Deus na internet?


Vi no blog da Paula Rizzo uma idéia muito interessante. O mesmo fundador do Cool Hunter lançou outro site com uma proposta inusitada. Imagine um lugar na internet onde seja possível confessar que fez sexo com um homem ou sua namorada fez um aborto. Isso tudo na forma de uma oração para "Deus". Neste caso, o termo "Deus" tem um sentido mais amplo independente de crença ou religião. O link para quem quiser confessar ou fazer uma prece é http://www.dear-god.net.

É uma verdadeira terapia online coletiva. Pessoas que não se conhecem e nunca se viram, trocam confissões e dizem palavras de conforto uns aos outros. O anonimato da internet possibilita expor-se de forma única. É possível confessar nossos segredos mais íntimos e ter outras pessoas para compartilhá-los.

Nunca os limites entre privado e público foram tão tênues. Ao mesmo tempo que podemos expor nossa vida e se destacar na multidão, também temos a opção de esconder nossa identidade. O mais curioso é tirar a seguinte dúvida: somos mais verdadeiros quando expomos nossa identidade ou quando somos anônimos?

Wednesday, April 02, 2008

77ª questão - Por que não nos entendemos mais?

Perfeito a forma como esse vídeo mostra a falta de sintonia entre anunciantes e consumidores. Vale a pena assitir e refletir se realmente estamos conseguindo nos comunicar com as pessoas. Mais do que argumentos de vendas, hoje o papel do profissional de marketing é ser um "curandeiro".

A transação entre comprador e vendedor não diz respeito mais a produtos. Ela diz respeito a cura. O produto é meramente um objeto de troca.

Isso envolve uma compreensão profunda da natureza dos benefícios interiores que o consumidor deseja. Que estado de espírito o consumidor procura? Qual é a mazela que precisa ser curada, e qual a medida para a cura?

Wednesday, March 12, 2008

69ª questão - Qual a diferença entre sociedade do consumo e cultura do consumo?

Sociedade é diferente de cultura.

Sociedade é um conjunto de regras que regem a cultura.
Cultura é um tipo de comportamento a respeito da regra.

Existe uma regra (sociedade) imposta mas as pessoas reagem com comportamentos (cultura) diferentes. Temos como exemplo que algumas pessoas avançam no sinal fica amarelo, enquanto outras param o carro.

A Sociedade de consumo é a linha defendida por autores como Mary Douglas, Daniel Miller, Don Slater. Esse grupo defende o consumo como via de acesso privilegiada para entender os processos sociais e culturais. Tem muito mais a ver com um contexto social e de regras que compõem as relações humanas dentro de seus círculos de convívio.

A Cultura do consumo analisa o consumo como principal elemento de reprodução social. Trata das questões referentes aos bens como fetiches e eleva-os a categoria de signos. Tem fortes componentes moralistas, superestimando o impacto que o consumo tem sobre as pessoas. Analisa principalmente os aspectos individuais e seus significados tendo impacto no comportamento do indivíduo.

Tem uma definição que acho que diferencia bem consumidor e consumismo:
O consumismo é o ato de consumir produtos ou serviços compulsivamente e, muitas vezes, sem consciência; enquanto o consumidor é aquele que compra produtos.

Há várias discussões a respeito do tema, entre elas o tipo de influência que a propaganda e a publicidade exercem nas pessoas. Muitos alegam que elas induzem ao consumo desnecessário, sendo este um fruto do capitalismo. Lembrando que essa definição tem raízes na teoria da Cultura do consumo.