Um blog que acredita no design como agente de transformação cultural e intérprete de nossos tempos. Espero que gostem.
Saturday, September 12, 2009
151ª questão - O que você se lembra de 8 anos atrás?
Na época, diversos artigos relataram a mudança de modelos mentais resultantes desse evento. Sem dúvida, o impacto foi imenso na construção de nossa visão de mundo. Muito se questionou sobre as decisões políticas dos EUA ao longo da história. Por exemplo, como no vídeo abaixo do chileno Ken Loach. Foi desenvolvido para um projeto onde 11 diretores foram convidados a fazer um filme sobre o ataque as torres gêmeas.
Wednesday, December 31, 2008
122ª questão - 1 imagem vale 1000 palavras?


E para encerrar esse ano tão marcante, nada melhor do que uma retrospectiva através de imagens. 2008 segundo a visão da NYT. Feliz 2009 para todos!
Wednesday, December 17, 2008
120ª questão - O que temos a perder?
Na revista Época Negócios desse mês, saiu uma matéria que retrata um pouco do perfil de Steve Jobs. Isso me fez lembrar de seu famoso discurso realizado em 2005 para os formandos da Universidade de Stanford. Curioso que alguns dias após ler essa matéria entrei no blog do ilustrador Hiro, onde encontrei justamente o vídeo desse discurso com legendas
Além
Não sou fã incondicional de Steve Jobs, e provavelmente não escolheria trabalhar com ele. Tenho humildade e autocrítica suficiente para saber que não posso ser rotulado em apenas duas categorias: gênio ou idiota.
Apesar disso, suas palavras e a forma como encara suas dificuldades são sem dúvida nenhuma bastante inspiradoras. Suas palavras que para mim se tornaram praticamente um mantra são: “Lembre-se que você vai morrer. É a melhor forma que eu conheço de evitar a armadilha de pensar que você tem algo a perder.”
Este não é o último post do ano. De qualquer forma, aproveito o contexto para desejar que em 2009 você “Stay hungry, Stay foolish.”
Thursday, September 25, 2008
102ª questão - Quem precisa de amor?
A pouco tempo atrás, surgiu na internet o vídeo Free Hugs. Foi um tremendo sucesso, sendo visto por milhões de pessoas em todo o mundo. A idéia era bem simples. Uma pessoa com um cartaz escrito "Free Hugs" andava pelas ruas e distribuia abraços para quem quisesse. Difícil não se emocionar com esse vídeo. Quando mandei para meus amigos, muitos se sentiram como se recebessem um abraço de verdade.
Existem milhares de outros projetos com objetivos semelhantes. Nada mais natural em um mundo tão competitivo, duro e imprevisível. Antigamente tínhamos a opção de nos refugiar na religião por exemplo. Hoje em dia temos uma opção muito mais prática. Entrando no Youtube, podemos assistir e participar desses projetos. E assim vamos recuperando nossa crença na humanidade e renovando nossas esperanças no futuro. Nada contra esses projetos. Muito pelo contrário. Só acho interessante analisar o contexto para entender os motivos desses "sucessos". Free Hugs para todos!!
Sunday, September 21, 2008
100ª questão - Existem diferenças entre os nikkeis e os brasileiros quando se fala em consumo?
Aproveito o post de número 100 para falar do tema da minha monografia no curso de Pós-Graduação em Ciências do Consumo Aplicadas. Escolhi falar sobre a subcultura dos nikkeis (descendentes de japoneses), homenageando o ano do Centenário da Imigração. Abaixo reproduzo o texto de resumo da monografia em que explico sobre o objetivo do trabalho."Este trabalho estuda o processo histórico, iniciado há 100 anos atrás com a chegada dos primeiros imigrantes japoneses, entre a integração de dois povos tão diferentes não só fisicamente, mas principalmente culturalmente. O tema é relevante, pois em pleno ano do Centenário da Imigração Japonesa, ainda existe uma grande distância separando os descendentes de japoneses (nascidos no Brasil) em relação aos brasileiros. Os motivos e questões que levaram a essa separação serão analisados no trabalho, estudando-se principalmente o que aqui foi denominado como subcultura dos descendentes de japoneses. Dessa forma, através da abordagem cultural e antropológica do consumo, foram analisadas algumas relações de significados e estruturação social, envolvendo a formação de uma identidade que não é completamente brasileira e nem japonesa. A pesquisa sobre os imigrantes japoneses e seus descendentes, foi realizada através da leitura de diversas revistas, jornais e livros que produziram um vasto material a respeito. Foram coletados tanto relatos históricos como também dados e informações da atualidade, que serviram para a interpretação e dissertação sobre o objeto de estudo."
Aos poucos irei escrever mais trechos do trabalho, compartilhando essa pesquisa e análise que foi extremamente gratificante para mim. Inclusive já existem alguns projetos para aproveitar o conteúdo deste trabalho. Aguardem.
Friday, August 08, 2008
95ª questão - Quanto custa mudar a imagem de um país?
Segundo palavras do NYT: "Any Olympic opening is a propaganda exercise, but Friday night’s blockbuster show demonstrated the broader public relations challenge facing the Communist Party as China becomes richer and more powerful. The party wants to inspire national pride within China, and bolster its own legitimacy in the process, even as leaders want to reassure the world that a rising China poses no danger."
Tuesday, April 10, 2007
11ª questão - Como o Walkman pode explicar a diferença entre as culturas ocidentais e orientais?
O curioso é como essa conquista individual foi interpretado em cada cultura. Pesquisando sobre a etimologia de oriente e ocidente, já percebemos a oposição entre elas. A palavra oriente vem do latim oriens, ‘o sol nascente’, de orior, orire, ‘surgir, tornar-se visível’, palavra da qual nos vem também ‘origem’. A palavra ocidente nos vem do latim occidens, ‘o sol poente’, de occ-cidere, de op, ‘embaixo etc’, e cadere, ‘cair’.
A bem grosso modo, podemos dizer que as duas culturas possuem formas opostas de pensar e estabelecer relações. A cultura ocidental valoriza o indivíduo, destacando seus méritos e desenvolvimento pessoal. Já dentro da cultura oriental, existe uma valorização muito grande do coletivo. O indivíduo é parte de um sistema maior que privilegia o bem em comum.
Dentro desse contexto, a interpretação do Walkman dentro das duas culturas foi totalmente diferente. Na cultura ocidental, o Walkman foi encarado como símbolo do individualismo. Através dele, era possível escolher a música que se quisesse sem precisar dividir com ninguém esse prazer. Já dentro da cultura oriental, a forma de pensar foi inversa. O Walkman servia para escutar música sem precisar incomodar os outros. Dessa forma a questão do prazer individual, vinha depois da aprovação coletiva.
Se um é melhor que o outro é difícil de dizer. Cada um tem seus prós e contras. No Japão muitas vezes me senti meio sufocado pela valorização do coletivo. Assim como da mesma forma, aqui no Brasil também já senti falta das pessoas pensarem mais no bem em comum. No fim das contas, o que vale mesmo é poder ouvir nossas músicas bregas favoritas sem ninguém saber. Seja aqui ou no Japão.
Thursday, April 05, 2007
8ª questão - Quantas vezes você já usou remédio para gonorréia?
Porém a grande sacada para seu sucesso foi na década de 20, com o reposicionamento para uma solução contra a "halitose crônica" - então um obscuro termo médico para mau hálito. Os novos anúncios do Listerine mostravam jovens dos dois sexos, ansiosos para casar, mas que perdiam essa vontade diante do fétido hálito de seus parceiros. "Será que vou conseguir ser feliz com ele apesar disto?", perguntava-se uma mocinha casadoira.
Essa história está no livro Freakonomics que mostra como o Listerine promoveu mais a halitose bucal do que a higiene oral. Até então, não se convencionara achar o mau hálito uma catástrofe de tamanha grandeza, mas o Listerine produziu uma mudança.
O ponto que eu quero chegar é justamente esse. Observar como o comportamento das pessoas foi moldado e transformado através da propaganda. Dentro disso, podemos analisar a utilização de técnicas da teoria do behaviorismo na comunicação. Esta teoria da psicologia parte do princípio, de que a conduta dos indivíduos é observável, mensurável e controlável. Uma de suas ferramentas para manipulação do comportamento é o reforço positivo (no caso, a mocinha vai conseguir casar se usar Listerine). A força da propaganda está justamente nessa associação da situação indesejada (não casar) com um problema tangível e passível de ser resolvido (mau-hálito). A leitura óbvia disso é de que com Listerine sua vida vai ser muito feliz. Extremamente simplista e até mesmo ingênuo. Mas ai vem a questão, isso dai deu retorno? Acredite ou não, em apenas 7 anos a receita da empresa subiu de U$ 115 mil para mais de U$ 8 milhões.
Hoje em dia, as propagandas e comunicação das empresas se tornaram bem mais sofisticadas e sutis. Apesar disso, será que ainda não somos facilmente manipulados? Tem tanta diferença assim entre comprar uma calça jeans de R$ 2.000,00 de griffe e usar Listerine? No fundo, eu acho que os dois servem para o mesmo motivo: se sentir mais seguro na frente dos outros.
Sunday, April 01, 2007
Provérbio africano fixado numa fábrica em Pequim
Todos os dias de manhã, na África, o antílope desperta.
Ele sabe que terá de correr mais rápido que o mais rápido dos leões para não ser morto.
Todos os dias, pela manhã, desperta o leão.
Ele sabe que terá de correr mais rápido que o antílope mais lento, para não morrer de fome.
Não interessa que bicho você é, se é leão ou antílope.